Uma Alma Livre (1931)

Melodrama produzido antes da entrada em vigor do Código de Produção, onde a sensualidade e a ousadia são o motor do filme.

Na linha de filmes anteriores, Norma Shearer interpreta uma personagem sem preconceitos, que desafia a moral da sociedade e que tem em Clark Gable um “adversário” à altura. Ambos têm excelentes interpretações, mas é Gable o centro das atenções, nesta que é a sua estreia após ter assinado um contracto com a Metro-Goldwyn-Mayer (MGM). A reacção do público ao actor foi tal, que o filme o tornou numa estrela, a 8 anos de distância de E Tudo o Vento Levou, onde voltou a reencontrar Leslie Howard.

Vencedor do Óscar para melhor actor secundário (Lionel Barrymore), Uma Alma Livre chega até aos nossos dias como um interessante, mas tépido melodrama, que vale pela ousadia que os estúdios de Hollywood demonstravam antes da entrada em vigor do Código de Produção.

Em 1953, a MGM volta à história de Adela Rogers St. Johns, num remake protagonizado por Elizabeth Taylor e Fernando Lamas, intitulado The Girl Who Had Everything.


A Free Soul
Metro-Goldwyn-Mayer.EUA, 1931, 93 min., drama. Realizador: Clarence Brown. Argumento: John Meehan, Becky Gardiner, Willard Mack, baseado no romance de Adela Rogers St. Johns. Actores: Norma Shearer, Leslie Howard, Lionel Barrymore, James Gleason, Clark Gable. Estreia em Portugal: 28 de Março 1933 (Odeon, Palácio)

A filha de um advogado alcoólico apaixona-se por um mafioso, cliente do seu pai.