A história da 20th Century Fox, no seu 75º aniversário

Psychorama

Processo de comunicação subliminal utilizado em filmes com o objectivo de manipular as emoções do público.

Desenvolvido no final da década de 50 por Robert E. Corrigan e Hal Becker, donos da empresa Precon Process and Equipment Corp. of New Orleans, o psychorama consistia em mostrar no ecrã mensagens curtas (palavras ou imagens) que não eram visiveis pelo olho humano mas que eram registadas pelo subconsciente do espectador, levando-o a ter diferentes emoções.

Os únicos filmes a “utilizar” o processo foram My World Dies Screaming (1958) e Date with Death (1959). No entanto, não é possível identificar nos dois filmes qualquer tipo de mensagem subliminal, apenas pontos brancos de referência onde, supostamente, seriam introduzidas as mensagens.

Para além dos naturais receios que levantou, o psychorama implicava a utilização de um segundo projector, cujo custo impediu que fosse adoptado pelos exibidores e o condenou ao fracasso. O processo não passou, assim, de mais um estratagema para cativar o público.

Foto: diagrama que acompanhava o licenciamento da patente do Psychorama.

MPPDA

Motion Picture Producers and Distributors of America

Associação criada em 1922 pelos principais estúdios de Hollywood como forma de auto-regulação, numa altura em que tinham de submeter os seus filmes à apreciação das diversas entidades estatais de censura e obter a sua aprovação. Tal situação, obrigava a que os estúdios produzissem diferentes versões dos seus filmes, o que se tornava oneroso e caótico. O primeiro presidente da MPPDA foi Will H. Hays, que instituiu o famoso Código de Produção e que deu grande poder a Hays e à MPPDA.

Em 1945, Hays abandona a MPPDA e a associação muda o seu nome para Motion Pictures Association of America (MPAA), que ainda mantém nos nossos dias, e passa também a ser a entidade responsável pela divulgação do cinema americano no mundo. No final da década de 60, o Código de Produção deixa de existir e a MPAA institui uma classificação de filmes, dividida por faixas etárias.

Actualmente, a MPAA mantém-se como a entidade responsável pela classificação de filmes, pela divulgação do cinema americano, assim como pela defesa dos direitos de autor, nomeadamente na luta contra a pirataria.

Exploitation

Filmes de baixo orçamento que exploram temas sensacionalistas, muitos deles fenómenos sociais em foco nos noticiários, ou temas de blockbusters que tiveram sucesso junto do público. Sexo, terror e o fantástico são temas recorrentes deste género, existindo uma infindável quantidade de subgéneros, como o blaxploitation, sexploitation, mondo films, nazisploitation, entre outros.

Embora filmes B existam desde o início da história do cinema, os filmes exploitation começaram a ganhar forma na década de 60, quando os drive-ins começaram a exibir sessões duplas, destinadas a um público jovem, ávido de filmes com música rock e motas.

Muitas produtoras alimentaram o género, mas poucas se destacaram como a American International Pictures, que ganhou fama a distribuir os filmes do mais importante produtor e realizador de filmes exploitation: Roger Corman.

Com uma intuição única para os gostos do público, Corman produzia rápida e eficazmente filmes com orçamentos reduzidos. Esta “técnica” permitia-lhe colocar no mercado rapidamente filmes que exploravam o tema do momento e incentivava a criatividade e o engenho de todos quanto trabalhavam para si. Muitos actores e realizadores, que vieram a dominar (e transformar) Hollywood nas décadas de 70 e 80, começaram as suas carreiras a trabalhar para Corman, sendo Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Jack Nicholson e James Cameron o melhor exemplo disso mesmo.

O sucesso e aceitação dos filmes exploitation, quer dos temas, quer dos seus intervenientes, levaram a que o género fosse “aglutinado” pelos grandes estúdios de Hollywood. O género perdeu o seu lado marginal e deixou de existir na sua forma original. No entanto, filmes a explorar o fenómeno social do momento sempre irão existir.

Screen Test

Audição realizada por actores para se verificar a sua compatibilidade com o personagem de um filme. Seguindo indicações do produtor ou realizador, o actor interpreta uma cena, lê algumas linhas de diálogo ou interpreta um monólogo perante as câmaras. Por vezes, o screen test serve também para testar o guarda roupa.