Processo de comunicação subliminal utilizado em filmes com o objectivo de manipular as emoções do público.
Desenvolvido no final da década de 50 por Robert E. Corrigan e Hal Becker, donos da empresa Precon Process and Equipment Corp. of New Orleans, o psychorama consistia em mostrar no ecrã mensagens curtas (palavras ou imagens) que não eram visiveis pelo olho humano mas que eram registadas pelo subconsciente do espectador, levando-o a ter diferentes emoções.
Os únicos filmes a “utilizar” o processo foram My World Dies Screaming (1958) e Date with Death (1959). No entanto, não é possível identificar nos dois filmes qualquer tipo de mensagem subliminal, apenas pontos brancos de referência onde, supostamente, seriam introduzidas as mensagens.
Para além dos naturais receios que levantou, o psychorama implicava a utilização de um segundo projector, cujo custo impediu que fosse adoptado pelos exibidores e o condenou ao fracasso. O processo não passou, assim, de mais um estratagema para cativar o público.
Foto: diagrama que acompanhava o licenciamento da patente do Psychorama.

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