Universal Pictures

Produtora fundada em 1912 por Carl Laemmle, após a fusão da sua empresa IMP com um conjunto de outras empresas, entre elas a Bison 101, Nestor e Powers. Em 1915, a empresa abre a Universal City, no vale de San Fernando na Califórnia, devidamente equipada para a filmagem de cenas interiores e exteriores. Entre as várias personalidades que começaram a sua carreira na Universal City, encontram-se as estrelas Rudolph Valentino e Wallece Reid, o realizador Erich von Stroiheim, que ai realizou os seus maiores sucessos, assim como Irving Thalberg , que viria a ser um dos principais responsáveis da época de ouro da Metro-Goldwyn-Mayer, e Harry Cohn, futuro patrão da Columbia Pictures.
No início da década de 30, o estúdio ganhou prestigio graças a produções como All Quiet on the Western Front e ao sucesso de uma série de filmes de terror protagonizados por Boris Karloff, Bela Lugosi, entre outros. No entanto, em meados da década, a Universal entra em dificuldades financeiras, sendo salva da falência graças a uma série de musicais protagonizados por Deanna Durbin. O estúdio volta ao sucesso durante as décadas de 40 e 50, primeiro graças a uma série de aventuras das 1001 noites e depois graça às comédias de Abbott e Costello.
Em 1946, a Universal funde-se com a International Filmes e nos seis anos seguintes, o estúdio passa a designar-se Universal International. Após a aquisição pela Decca Records, o estúdio deixa de lado a produção de filmes B e passa a produzir filmes com maior qualidade técnica. Como resultado desta nova politica, saiem do estúdio uma série de dramas de sucesso realizados por Douglas Sirk, seguido por dramas românticos protagonizados por Doris Day e Rock Hudson.
Em 1962, a Universal e a Decca passam a subsidiárias da MCA, Inc., empresa fundada em 1924 como agência de talentos. Após uma investigação anti-monopólio, o governo norte-americano obriga a MCA a desfazer-se da agência de talentos, mas a empresa consegue manter a Universal, a Decca Records e a produtora de televisão Revue.
Em 1966, a Universal torna-se a divisão de produção cinematográfica da Universal City Studios, Inc., a empresa de televisão mais activa de Hollywood. Nos anos 70, o estúdio consegue sucessos de bilheteira como Aeroporto, A Golpada, American Graffiti, O Caçador e, principalmente, O Tubarão. Realizado por Steven Spielberg, o filme marca não só uma viragem na indústria cinematográfica americana, como representa um marco na relação entre o realizador e o estúdio, que alberga a produtora de Spielberg (Amblin Entertainment) e que será responsável por sucessos como E.T.: O Extraterrestre e as séries Regresso ao Futuro e Parque Jurássico.
A partir dos anos 70, a Universal City torna-se num parque de diversões de sucesso, com milhões de visitantes atraídos pela possibilidade de verem de perto a indústria cinematográfica.
Em 1990, a gigante de electrónica de consumo Matsushita adquire a MCA, Inc., mas os accionistas da empresa japonesa não concordam com a aquisição e o estúdio é comprado pelo patrão da Seagrams, empresa especializada em bebidas alcoólicas. Anos mais tarde, o estúdio é novamente vendido, desta vez à empresa francesa Vivendi, que tinha como objectivo ser uma das maiores empresas de entretenimento e comunicação do mundo. Depois dos primeiros anos de euforia, a Vivendi acaba por pagar alguns maus investimentos e entra no novo século com prejuízos avultados, sendo obrigada a desfazer-se de alguns dos seus bens, entre eles a Universal. Depois de meses de especulação, o estúdio é vendido em 2003 à estação de televisão NBC, uma subsidiária da General Electric.
