A história da 20th Century Fox, no seu 75º aniversário

Ben-Hur

Ben-Hur
Metro-Goldwyn-Mayer
EUA, 1959, 212m, drama
Realizador: William Wyler
Argumento: Karl Tunberg, baseado no romance de Lew Wallace
Actores: Charlton Heston, Jack Hawkins, Haya Harareet, Stephen Boyd, Hugh Griffith, Martha Scott, Cathy O’Donnell, Sam Jaffe, Finlay Currie, Frank Thring

No século 1º d.C., um príncipe judeu é traído por um velho amigo, leal a Roma, e vê a sua família ser presa. O príncipe, enviado para as masmorras e obrigado a lutar pela sua vida, jura vingança e lutar pela sua honra e família.

A terceira versão do romance de Lew Wallance, que já tinha sido adaptada ao grande ecrã em 1907 e 1926, é um dos grandes épicos da sétima arte e um testemunho dos elevados níveis de produção do studio system.

Os 11 Óscares que ganhou (recorde apenas igualado em 1998 por Titanic) reconhecem bem da qualidade de Ben-Hur, que tem na realização segura de Wiliam Wyler, na sua luxuosa produção e na forte interpretação de Charlton Heston (que apenas foi escolhido após a recusa de Paul Newman e Rock Hudson) os seus pontos mais fortes. O sucesso de Ben-Hur foi tal, que o filme esteve em exibição durante dois anos em diversas parte do mundo, recuperando o grande investimento feito pela Metro-Goldwyn-Mayer (o filme mais caro da sua história) e ainda ajudou o estúdio a evitar a falência.

Embora Ben-Hur tenha encerrado em estilo uma ciclo de filmes religiosos que Hollywood produziu durante uma década (nem sempre com grandes resultados), o seu sucesso inspirou um conjunto de filmes sobre a mesma temática produzidos na Europa e que ficaram conhecidos pela designação de Peplum.