A história da 20th Century Fox, no seu 75º aniversário

Broadway Melody

The Broadway Melody
Metro-Goldwyn-Mayer
Estados Unidos, 1929, 110 min., musical
Realizador: Harry Beaumont
Argumento: Norman Houston, Sarah Y. Mason, Earl Baldwin (intertítulos da versão muda); baseado na história de Edmund Goulding
Actores: Charles King, Anita Page, Bessie Love, Jed Prouty, Kenneth Thomson

Um casal de irmãos muda-se para Nova Iorque na tentativa de alcançar sucesso na Broadway com o seu espectáculo musical.

Broadway Melody foi o primeiro filme totalmente sonoro da Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) e como na época desconhecia-se como seria a aceitação do público a um filme musical, o produtor e responsável do estúdio, Irving Thalberg, considerou-o uma “experiência”. Como tal, o filme foi feito o mais barato e rapidamente possível, tendo custado apenas $350 mil dólares. O receio do estúdio revelou-se infundado, já que Broadway Melody foi um estrondoso sucesso, tendo arrecadado mais de $4 milhões de dólares de receita.

Parte do sucesso de Broadway Melody deveu-se às inovações técnicas que o filme revelou e que marcaram a história do cinema. Uma das mais importantes inovações foi o facto de os técnicos da MGM terem conseguido “libertar” a câmara, para que esta seguisse os actores (no cinema mudo a câmara era leve e mexia-se livremente, mas com o advento do som, a câmara tinha de estar confinada a uma cabine, de forma a que o microfone não capta-se o barulho do seu motor). Outra inovação de Broadway Melody foi o facto de ter sido o primeiro filme a ter uma banda sonora composta de origem. Os compositores Nacio Herb Brown e Arthur Freed foram contratados pelo estúdio de propósito para o filme e receberam um ordenado de apenas $250 dólares por semana. No entanto, conseguiram arrecadar cerca de $500 mil dólares em royalties e Freed foi contratado pelo estúdio como produtor, tendo sido responsável por filmes como Não Há Como a Nossa Casa (1944) e Serenata à Chuva (1952).

O sucesso de Broadway Melody foi estrondoso e tornou-se o primeiro filme sonoro a ganhar o Óscar de melhor filme. A sua popularidade levou a MGM a aproveitar a história e título por mais três vezes (em 1936, 1938 e 1940) e produziu um remake do original em 1940, com o título Two Girls on Broadway.